Emplastro do emplastro

domingo, agosto 31, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

Em alturas de clássico a vida de repórter é tramada, mas conseguiu ser original!

I feel pretty

sábado, agosto 30, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

Repitam comigo:

Os trintões

sexta-feira, agosto 29, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (1)

ARTIGO DE NUNO MARKL P/ OS TRINTÕES


A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore!
E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)

Tango

quarta-feira, agosto 27, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (1)


“Other music exists to heal wounds; but the tango when sung and played is for the purpose of opening them, for the purpose of sticking you finger in the wound and to tear them until they bleed”















Deixo-vos dois exemplos do que é o tango.


Uma música:
Santa Maria - Gotan Project



e um video:

Intervalo por uma noite

segunda-feira, agosto 25, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (1)

Gosto...



Klepht - "Por uma Noite"


Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés como mãos
Do toque nasce a nossa ilusão

Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.

Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angustia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer

Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias o teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite

Grito teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite.



e ainda




"Intervalo" da Banda Perfume (Per7ume) com participação especial de Rui Veloso


Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Porque os americanos são... especiaís!

domingo, agosto 24, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)









Os homens do lixo são lixados!

domingo, agosto 24, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (3)

Nota mental: Não lixar o trabalho dos homens do lixo, porque senão eles lixam-nos!



Viver

segunda-feira, agosto 18, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)


«Gastei muito dinheiro em bebida, miúdas e carros rápidos. O resto, desperdicei.»
George Best

Caro George, viveste.

A coisa mais autêntica sobre nós

domingo, agosto 17, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)


"A coisa mais autêntica sobre nós é nossa capacidade de criar, de superar, de suportar, de transformar, de amar e de sermos maiores que o nosso sofrimento."
Ben Okri

Beija-me as mãos

domingo, agosto 17, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)



Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...

Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!...


Florbela Espanca

Everybody's Free

sexta-feira, agosto 15, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

Não percas tempo a preocupar-te. Ganha tempo saboreando a vida.

Variáveis

segunda-feira, agosto 11, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (2)


Tenho 31 anos.
Não sei se vou a um terço da minha vida, se a metade, se já está quase toda cumprida. Mas já cheguei a uma conclusão: Quantos mais dias coleciono, mais me apercebo que sei pouco, cada vez menos. Isto devido à percepção do que me rodeia, como um navegante do seculo XV que se vai apercebendo que de o mundo é cada vez maior.
O meu conceito de sabedoria é saber que a cada dia que passa, em que aprendo, vivo e observo, torno-me mais ignorante.
Já fui alguém que vivia ao sabor do vento. Hoje sou alguém que tenta controlar todas as variáveis. Escusado será dizer que não as consigo controlar todas, mas se já conseguir prever um bocadinho... já valeu a pena os minutos perdidos. Mas é dfificíl. Quanto mais observo os humanos, mais variaveís há para contabilizar. Os sentimentos podem voar em qualquer direcção. A ira, o Amor, a desilusão, o carinho... Sentimentos ternos como uma pena ou duros como bala.

Conseguirei controlar as variáveis?
O destino até já pode estar previsto, mas o caminho até lá, esse, vou tentar domá-lo.

.

Pura poesia - Padoce di céu azul

domingo, agosto 10, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

Padoce di céu azul...



Bô é coisa mais linda
Que já m`oiá na céu de Cabo Verde
Padoce de céu azul
Que núvem ninhum consegui escondê

Já m dzêb êl tcheu vez
Ma nunca bô levam a sério
Dêss confusão que vida é
Bô é únic beleza que ta restam

Crêtcheu, crêtcheu
Once forever once for all
Crêtcheu,crêtcheu
Once forever you`re the one
Refrão
Bô é darling,poesia, riquesa
Amor e compreênção
Padoce de céu de Verão
Qu`incompreênsivelmente caím na nha mon

Breage:
Mar, dam bô compreêncão
Quê pa calmam ess nha coração
Bô quê nha Deus
Bô quê nha mundo



Obrigado Sandra pela partilha!

Cuerpo de mujer...

quarta-feira, agosto 06, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)


Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar al hijo del fondo de la tierra.

Fui sólo como un túnel. De mí huían los pájaros,
y en mí la noche entraba en su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en
mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡ Ah tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia sin límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue y el dolor infinito.

Pablo Neruda

Tributo à noite

terça-feira, agosto 05, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)


Já ando nisto da net há uns anos, treze para ser mais exacto, e o meu primeiro nick foi Noite. Noite como dedicatória a onde me sentia bem, onde no meio da loucura da multidão ou da introspecção solitária descobria o mundo e onde me descobria.
A noite poe-nos ébrios. Despimos a armadura do bom senso, somos mais verdadeiros, dizemos o que realmente pensamos, apercebemo-nos do que realmente sentimos.
Não sei se é a iluminação do manto de estrelas, se o escuro intenso, mas algo faz-nos mais reaís. Foi de noite que senti o coração do mundo, foi na noite que entreguei o meu coração a quem regia o meu mundo.

Agora, vou-me deixar abraçar por ela, adormecer nos seus braços e perder-me no mundo dos sonhos. Pelo menos até acordar no outro mundo tão diferente deste. Qual deles o verdadeiro?

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30 anos depois

sábado, agosto 02, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (1)

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.



Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.



Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.



Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.



Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.



Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro.

Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.



Situação: Tens que fazer uma viagem.

Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.

Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.



Situação: Fazias uma asneira na sala de aula:

Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque "alguma deves ter feito"

Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.



Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978: Não se passa nada.

Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.



Situação: O fim das férias.

Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Os meus 10 filmes preferidos

sábado, agosto 02, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (2)

Há umas semanas partilhei uma lista de 10 filmes que serão pouco conhecidos para a maioria. Hoje partilho os meus 10 filmes preferidos de todo o sempre. Se carregarem no nome do filme serão reencaminhados para um site onde encontrarão mais informações sobre os mesmos.




A maioria destes filmes vem também acompanhado por uma grande banda-sonora.
Fica a recomendação.


Dispa-se de preconceitos, pede o Maxime

quinta-feira, julho 31, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

Quando o calor aperta nem só a praia é solução. António Marreiros explica-lhe como pode arejar no centro da cidade.

O que pode oferecer uma casa calorosa como o Maxime no primeiro dia de Agosto? Algo completamente diferente, como pode imaginar. Na próxima sexta-feira o espaço mais kitsch da cidade vai celebrar a Festa do Bikini em plena cidade de Lisboa. Começa por volta das 11 da noite e prolonga-se até às quatro da manhã ao som de uma das bandas mais insanas de que há memória: Os Irmãos Catita.

É mais uma graça deste clube. Como está muito calor e o Maxime diz que também está em brasa, nada como tentar pôr mesmo toda a gente a ferver (por dentro).

Para se ter uma ideia de como o convite é para levar a sério, serão oferecidas as entradas a todas as senhoras que ultrapassem a timidez (se necessário) e se apresentem à porta em biquíni. Mas as ofertas não se ficam por aqui. Na realidade, vão bem mais além do que poderíamos supor. Quem tiver a coragem de aparecer apenas em monoquíni (vulgo topless) terá direito a tudo (quase tudo para não criar falsas expectativas), incluindo entrada, mesa e bebidas à borla. E a certeza de ser a rainha da festa.

É uma verdade indesmentível que as alfacinhas não são nada dadas a loucuras e exibicionismos (pelo menos até saírem dos limites da cidade, lá fora a coisa é diferente), mas nesta noite vão ter a oportunidade perfeita para saírem arejadas para o areal da Praça da Alegria.

Afinal, mesmo de madrugada, o calor chega a tornar-se insuportável. E o Cabaret Maxime já está, desde há muito, habituado a ver raparigas nestes trajes. Ou não fosse um cabaret. E não tivesse já realizado uma festa exactamente igual a esta no ano passado. Com a adesão que se verificou e as memórias que ainda hoje se comentam, este ano não podia deixar de se repetir.

Se a questão do ambiente parece bem garantida, o outro factor-chave para o sucesso de qualquer festa, a música, também não foi deixada ao acaso. Bem pelo contrário. Os Irmãos Catita, cinco endiabrados músicos liderados pelo one and only Manuel João Vieira (que tem dado a cara pelo sítio), serão os responsáveis pelas melodias que se vão ouvir pela noite fora.

Sucessos como “Conan o Homem-Rã” (esse clássico intemporal), “Lourenço Marques” e “Fado do Barnabé” vão, com toda a certeza, fazer-se ouvir no meio de todos aqueles ritmos frenéticos que podem ir do rumba ao tango. Para compor o ramalhete, esperam-se também algumas surpresas. Embora só se possa mesmo confirmar no próprio dia. Há rumores que o staff do Maxime irá dar o exemplo e ostentar os melhores biquínis às bolinhas amarelas. E isso também vale a pena pagar para ver.

Sexta, 23.30 (com abertura de portas às 22.00)

Os bilhetes custam 10 euros com entrada gratuita para quem se apresentar de biquíni.

Cabaret Maxime – Praça da Alegria, 58. Para reservas de mesa contactar 21 346 7090 ou 96 704 5836

Conto de fadas

quarta-feira, julho 30, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)




Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.

Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...

Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."


Florbela Espanca

Limpeza étnica

terça-feira, julho 29, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (0)

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

Combustiveís

quarta-feira, julho 23, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (2)



Vocês sabiam que o preço do barril baixou 0,16$ nos últimos dez dias? Desceu de 1,43 para 1,27.
Já repararam que quando é para aumentar, qualquer seja a subida de preço no petróleo reflete-se em poucos dias no aumento do combustivel que pagamos, mas quando desce o preço do petróleo já não se reflete no preço final?

Fico a aguardar pelo reflexo desta descida de preço superior a 11%. Será que em Agosto vamos ter gasolina e gasóleo 17 centimos mais barata/o?

É CLARO QUE NÃO!

Portanto vamos todos gritar "Eu gosto de ser gamado pelas fantásticas gasolineiras, e gosto de ter uma autoridade da concorrência cega!!"

Sem Amor nada seria

domingo, julho 20, 2008 / Publicada por Rui Pedro / comentários (1)

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.


Sabes onde vem escrito?

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