Uma pesquisa encomendada por São Pedro, revelou as 29 frases mais
faladas antes de morrer ....
1 - Corta o fio vermelho, eu tenho certeza!
2 - Pode subir que aguenta mais um...
3 - O que é que acontece se eu apertar este botão?
4 - Vou acender um fósforo...
5 - Não toques em nada!
6 - Este vai passar perto!
7 - Deixa comigo...
8 - Não puxe o pino!
9 - Disseram-me que é uma cirurgia simples...
10 - Não és homem para fazer isso!
11 - Ahhh! O que não mata, engorda!
12 - O que é isso, pá! Eu sou só o canalizador...
13 - Vou-te denunciar!
14 - Pode falar, doutor, é sério?
15 - Este avião está a descer muito rápido!
16 - Agora só falta um...
17 - Buraco? Que buraco?
18 - Atchim! (dentro do armário)
19 - Vai que dá!
20 - Por aí não, por aqui é mais rápido...
21 - Não te preocupes, eu sei nadar...
22 - Vejo uma luz no final do túnel a aproximar-se rápidamente...
23 - Ou vai ou racha!
24 - Relaxa... somos nós!
25 - Fique calmo, vai acabar tudo bem!
26 - Não vem nenhum carro, pode ir...
27 - Não é nada disso que estás a pensar, podemos explicar tudo!
29 - Atira! Atira! Quero ver se és homem!
Para mim, tu és perfeita
O quanto eu quero ter a delicadeza de Pessoa. A sua tranquilidade, serenidade e paladar requintado pela vida. E se todos parassemos de forçar a vida para apenas senti-la?
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
"Odes" de Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa)

Se há tradição que me encanta, e que é apropriada para o dia de hoje é a tradição dos lenços dos namorados. No Minho quando as raparigas queriam demonstrar os seus sentimentos aos rapazes faziam-no bordando um lenço com desenhos e frases de amor, por vezes com erros ortográficos, que os seus amados levavam quando se afastavam. A simplicidade, a mistura de cores e o sentimento implícito fazem com que ache esta tradição deliciosa. Hoje em dia o mercado dá-nos o tema espalhado por diversos artigos como um conjunto de loiça, pastas, pulseiras, malas, e todo o tipo de artigos de decoração. Eu já tenho uma chávena de café dada por quem gostava de mim.
Sendo dia de São Valentim, e como seguramente já todos namorámos, alguns namoram, e no futuro todos irão namorar, quando alguém quiser presentear a presente ou futura cara metade fica a sugestão duma tradição bonita e portuguesa.
Gostei... fica a partilha.
Canção de alterne - Rui Veloso
Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz
Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora
Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora
Repito-me. Gostei...
Já não me lembro bem do teu rosto, lembro-me apenas de um vulto... Corro para buscar a moldura, fico aliviado por a encontrar no mesmo local de sempre e, ao contemplar a tua foto, relembro-me perfeitamente do teu sorriso. Aquele que me ensinou o que é ternura e carinho.
Páro para pensar o que seria de mim sem aquela moldura? Seria incompleto... Penso novamente e chego à conclusão que se estivesse num incêndio ou terramoto, mais do que uma televisão, computador ou um qualquer outro electrodoméstico caro, seria esta moldura o primeiro objecto a ser salvo. Depois salvaria outras memórias, mas nenhuma tão preciosa como esta.
Olho novamente para a moldura, sorrio e guardo-a com todo o cuidado. Ajudaste-me a ser quem sou, mais, fazes parte do que fui, sou e serei.
Deito-me satisfeito por ter o teu sorriso perfeitamente definido na minha memória. Não te vou esquecer.
.
Nicole Scherzinger - Whatever You Like (ft. T.I.) -
Gira, Sol, Gira. E eu Girava.
Naquela tarde tudo parecia perfeito.
Na soleira da porta o Sol aquecia a estrada e dava-me uma nova vida.
Aqueceu-me o coração e eu aqueci-lhe a alma.
O campo de girassóis estendia-se à minha frente como uma imensidão de um mar laranja e amarelo. Aí quem me dera navegar nele!
Soltem-me as amarras!
Gira, Sol, Gira.
E o Sol girava.
Os dias passavam, iguais a si próprios e eu ali, a deixar que aquela tarde de Verão me aquecesse a alma.
E os Girassóis que giravam com ele.
E eu que girava com eles.
E com eles a roda do Leme.
Gira, Sol.
Encontrei o caminho descalça num tapete de pétalas.
Deixei-me cair nos seus braços, desamparada, com a certeza que me iriam amparar a queda.
E naveguei no mar de Girassóis.
Girei, e aqui estou de novo.
Gira, Sol,
Gira...
Esta é uma das minhas musicas preferidas de todos os tempos. No futuro vou colocando aqui algumas versões, boas, mas nenhuma melhor do que a original.
Senhoras e senhores, "Sway" de Dean Martin!
Sway - Dean Martin
Smoke City - Underwater Love
Dedicado a quem sonha, transpira, observa, saboreia e sorrí.
Roubado aqui.
Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.






































